| Seu
filho não está fofo demais?
Uma em cada três crianças está
acima do peso no país. O Ministério da Saúde
lança novas tabelas de curvas de crescimento infantil
para fisgar essa turma cada vez mais cedo e evitar que fique
doente.
O que os pais podem fazer para evitar a obesidade infantil:
Estenda o período de aleitamento materno ao máximo.
Isso reduz o risco de obesidade por vários anos consecutivos.
Na medida do possível, ensine a criança a comer
frutas, verduras e legumes.
Acostume a criança a comer nas horas certas –
seis refeições por dia- e mantenha a rotina.
Procure não estocar guloseimas e refrigerantes em casa.
Crianças não sabem resistir às tentações.
Não deixe que a criança passe muitas horas diante
da TV.
Não ofereça doces como prêmio por bom
comportamento.
Durante as refeições, não force a criança
a comer. Se ela parou é porque já está
satisfeita e não podemos comparar o seu prato com o
prato de um adulto.
Não mande salgadinhos industrializados, refrigerantes
ou chocolates na lancheira.
Faça programas com as crianças que envolvam
atividades físicas. Mais passeios livres.
O peso sobre o organismo
A obesidade na infância pode desencadear
doenças graves e reduzir a expectativa de vida.
Apnéia do sono: Faz a criança acordar à
noite com sensação de sufocamento. Causa sono
superficial e prejudica o rendimento escolar.
Hipertensão: Econtrada até em crianças
de 7 anos. Aumenta o risco de infarto e derrames.
Inchaço no coração: Hipertrofia ventricular
causada pela obesidade. Aumenta o risco de infarto.
Asma: É agravada pelo excesso de peso. Muitas crianças
asmáticas melhoram só porque emagreceram.
Gordura no fígado: compromete o funcionamento do órgão.
A longo prazo favorece a cirrose.
Diabete tipo 2: Antes doença da meia-idade, agora aparecem
em adolescentes. Reduz a expectativa de vida entre cinco e
dez anos.
Hormônios alterados: O cortisol, liberado em excesso,
favorece a hipertensão, a diabete e a osteoporose.
Colesterol e triglicérides: Índices elevados
já aparecem em crianças de 5 anos. Podem levar
a doenças cardíacas e derrame cerebral.
Ana Rita Baldocchi Ferreira
Coordenadora
Fonte: Crescer
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