Um
pequeno herói, com medo de tudo.
Até
completar o terceiro aniversário, toda criança
é valente. Julga-se forte e capaz de enfrentar qualquer
obstáculo. A partir dessa idade, porém, os
pequenos heróis percebem que há perigos e
situações que estão além de
seu controle e começam a sentir medo. “O escuro,
o ruídos desconhecidos, situações fora
da rotina e mesmo alguns sentimentos (como a própria
raiva) são motivos que, freqüentemente, despertam
o medo infantil”.
“O fato de a criança
sentir medo nesta fase é natural e não deve
preocupar os pais. Além disso, como qualquer outra
emoção humana, também o medo é
necessário à vida, pois faz a pessoa refletir
antes de se expor a um perigo”. É importante,
porém, você identificar as situações
temidas por seu filho e ajudá-lo a se tranqüilizar.
Os sinais.
Nem sempre
a criança é capaz de expressar seus medos
por meio de palavras. Mas há alguns sinais típicos
deste sentimento, que merecem ser considerados, como choros
e protestos na hora de dormir, respiração
e batimentos cardíacos acelerados; “excursões”
noturnas para a cama dos pais. Por isso, não hesite
em procurar ajuda de um profissional se, além destes
sinais, seu filho também perder o apetite e estiver
com dificuldade para se relacionar com outras pessoas.
Só a segurança
transmitida pelos pais pode derrotar os monstros infantis.
Transmita calma. Fazer com que a criança se sinta
segura e protegida é tarefa dos pais. Veja como:
*Leve a sério o medo
do seu filho e não faça brincadeiras a respeito.
*Não obrigue a criança
a enfrentar a situação temida.
*Não tire partido do
medo para convencer a criança a fazer o que deseja,
como assustá-la com o bicho-papão” para
mantê-la deitada.
*Desligue a TV quando começar
um programa que possa assustar seu filho.
*À noite, deixe a porta
do quarto da criança entreaberta e mantenha uma lâmpada
acesa. Ao deitá-la, apague a luz do quarto e ajude-a
a identificar, na penumbra, todos os objetos que estão
no ambiente.
*Leia muitas histórias
de fadas para seu filho e não se preocupe em tornar
os vilões menos perversos. Como tudo termina bem,
a criança ficará com a certeza de que também
o medo dela chegará ao fim. Além disso, nos
contos de fada, seu filho percebe que nem sempre é
o mais forte quem vence. Qualidade como esperteza e vivacidade
(que ele tem) também são armas poderosas.
Ana Rita Baldocchi Ferreira
Coordenadora