LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO
Hoje,
os grandes objetivos da Educação são:
ensinar a aprender, ensinar a fazer, ensinar a ser, ensinar
a conviver, desenvolver a inteligência e ensinar a
transformar informações em conhecimento. Para
atingir esses objetivos, o trabalho de alfabetização
precisa desenvolver o letramento. Ser letrado significa
saber ouvir, falar, ler e escrever para usar em situações
de participação social. Elaborar conhecimentos
novos, desenvolver a capacidade de interpretar textos orais
e escritos, levantar os conhecimentos prévios, expressar
idéias, pensamentos e sentimentos, utilizando linguagem
adequada a cada situação.
A
alfabetização é um processo aberto,
que não se fecha em uma série determinada
ou em suporte particular de texto. Inicia-se muito antes
do ingresso da criança na escola, pela leitura das
vivências adquiridas no convívio com as pessoas
e com o meio em que vive. Amplia-se gradativamente e sistematiza-se
no ambiente escolar, que promove experiências que
permitem a criança transformá-las em vivências
significativas, propícias à construção
do próprio conhecimento.
A
criança deve ver na leitura algo interessante e desafiador,
uma conquista capaz de dar autonomia e independência.
Estar confiante para enfrentar o desafio da leitura é
“aprender fazendo”.
Vivemos em uma sociedade letrada onde as crianças
estão em contato a todo momento com a linguagem escrita:
rótulos, revistas, bilhetes, jornais, outdoors, placas
etc. Esse contato permite descobrir o aspecto funcional
da comunicação escrita (letramento), instigando
para a curiosidade e para a reflexão. Elas fazem
perguntas, deduções e vão aprendendo
o significado da escrita.
A
criança elabora todos esses conhecimentos passando
por diferentes hipóteses provisórias até
se apropriar de toda a complexidade do sistema. Essas hipóteses
dependem do grau de letramento do ambiente social e das
vivências sociais de leitura e de escrita que pode
ser presenciado numa comunidade.
NÍVEL
I- FASE PRÉ-SILÁBICA
A criança produz riscos e/ou rabiscos típicos
da escrita.
É comum a criança não separar letras
de números.
A
criança usa os mesmos sinais gráficos para
escrever tudo o que deseja e em geral, exige um mínimo
de três letras para ler. Neste nível ela acha
que os nomes das pessoas e das coisas têm relação
com o seu tamanho ou idade.
Para
ler ou escrever, a criança percebe a necessidade
de caracteres gráficos variados (variação
interna).
No
final dessa fase, a criança imprime diferenças
nas grafias das palavras (variação externa:
palavras diferentes=escrita diferente) e a forma do grafismo
é mais definida, havendo semelhança com as
letras.
NÍVEL II- HIPÓTESE
SILÁBICA
A
criança tenta dar um valor sonoro às letras.
Cada letra vale por uma sílaba.
Fase
constituída por inúmeros conflitos que levarão
a novos avanços. Para resolvê-los, a criança:
.
acrescenta mais letras às palavras monossílabas
ou dissílabas, tentando compô-las:
.
intercala letras diferentes, mantendo a forma fixa na primeira
e na última letra.
NÍVEL III- HIPÓTESE
SILÁBICO-ALFABÉTICA
O
conflito entre a hipótese silábica e a exigência
de um mínimo de letras leva a criança a abandonar
a hipótese silábica e a fazer uma análise
para além da sílaba.
A
criança começa a grafar algumas sílabas
completas, embora ainda permaneçam sílabas
representadas por uma letra só.
NÍVEL
IV- ESCRITA ALFABÉTICA
A
criança compreende que cada um dos caracteres da
escrita corresponde a valores sonoros menores que a sílaba
e realiza, sistematicamente, uma análise sonora dos
fonemas das palavras que vai escrever.
A
partir desse momento, a criança se defrontará
com as dificuldades próprias da ortografia. Através
da análise e reflexão sobre a língua,
percebe suas regularidades e irregularidades, até
que possa chegar ao domínio da escrita oficial.
Coordenação da Educação Infantil