Nas brincadeiras, uma curiosidade sem malícia
4 a 6 anos
Elas são
normais nessa fase e importantes para o desenvolvimento
infantil.
Mais do que beijar a amiga
da escola, é comum que as crianças brinquem
de médico, de papai e mamãe e convidem os
colegas a despir-se para explorar os mistérios do
corpo do outro.
Muitos pais pensam que seu
filho não vai passar por essa fase. É engano.
A fase de reconhecimento sexual é importante e a
criança não vai trocá-la pelo vídeogame
ou pelas bonecas. Nesse momento ela descobre que as pessoas
são diferentes e, ao observar os órgãos
sexuais dos amigos da mesma idade, estará apenas
satisfazendo sua curiosidade, sem malícia. Não
é o que pensa a família. O primeiro instinto
dos pais, ao flagrar o filho numa situação
de intimidade com outra criança, é pensar
em sexo da forma como o adulto conhece. Mas, a melhor maneira
é agir com naturalidade e perguntar o que está
acontecendo naquele momento e responder, com franqueza,
somente as perguntas que por ventura surgirem. As respostas
devem ser simples, porque a criança não está
pronta para entender explicações complexas.
“Não mentir é fundamental.”
Ana Rita Baldocchi Ferreira
Coordenadora