Os filhos necessitam de limites
Ao falar no “sim” e no “não”,
estamos falando de limites.
Talvez seja difícil ver a diferença entre limite
e autoritarismo, mas é necessário clarear a
questão. A sociedade é organizada dessa forma:
obrigações, trabalho, engarrafamento, filas...
Estes fatores fazem parte do nosso cotidiano.
A criança quer e precisa sentir segurança nos
pais, pois disso depende sua própria segurança.
Atender o desejo de uma criança é normal. O
que não deve acontecer é a submissão/dominação
de um pai por um filho. A criança não pode se
sentir mais poderosa do que quem cuida dela. Sendo mais poderosa
como poderá confiar em quem deveria protege-la?
Às vezes, os pais acham que só dizer “sim”
é sinal de carinho e que o “não”
seria castigo. Com isso eliminam a possibilidade de desenvolver
nos filhos os instrumentos necessários para enfrentar
dificuldades. Esquecem que o “não” também
é atenção, preservação,
uma forma de carinho.
Desse modo, os limites não se associam a frustrações,
a perdas, tanto quanto não se associam à falta
de amor. Isso lhes servirá para superar momentos difíceis
e aprender a gerir a circunstâncias mais complicadas.
Os pais que explicam o valor dos limites educam para que esses
limites sejam assumidos de forma consciente e estão
exercendo o papel, a função e o sentimento de
amar.
Os pais que sabem dizer “não” e explicar
seus motivos, sabem também que esta explicação
também tem “limites”.
Basta que os pais sejam claros e objetivos, sem necessidades
de se estender demais. A criança saberá que
esse “não” foi dito em seu favor e por
amor. Mesmo mostrando resistência ou contrariedade,
testando seus pais, ela sente seu amor e sua proteção.
Amar é também dizer “não”.
Coordenação
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